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Pesquisa feita com startups brasileiras revela o papel da comunicação e dos relacionamentos colaborativos para gerar novos negócios

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Inédito, o levantamento será apresentado no Congresso da ABRAPCORP, em Brasília, que reunirá cientistas brasileiros para discutir novas metodologias de pesquisa em comunicação

São Paulo, maio de 2013 – A importância dos relacionamentos colaborativos para startups em ambientes de inovação: estudo de caso do Cietec. Esse é um dos  assuntos tratados no VII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da ABRAPCORP, que segue até sábado, 17 de maio, na Universidade Católica de Brasília (DF). No evento, será apresentado um levantamento realizado com 88 startups, instaladas no Cietec, a maior incubadora de empresas da América Latina.

Com o tema “A Importância da Comunicação e do Relacionamento Compartilhado para Startups em Ambientes de Inovação”, Leila Gasparindo, jornalista e sócia fundadora da Trama Comunicaçãoe Maria Aparecida Ferrari, professora Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes, abordarão como o relacionamento com múltiplos stakeholders (público variado e estratégico para as organizações), contribui para o desenvolvimento de startups em ambiente de inovação.

Os resultados da pesquisa mostram a importância da adoção de uma visão mais moderna do papel das relações públicas, baseada na teoria das Relações Públicas Excelentes, de James E. Grunig, para ambientes ligados a inovação como forma de promover a colaboração entre as empresas e, consequentemente, o desenvolvimento das startups e a geração de negócios. O questionário foi enviado para o total das empresas da incubadora, com participação de 66,17% do total das empresas. Do total das empresas pesquisadas, 51,3% apontaram as parcerias realizadas com outras empresas na própria incubadora como resultado dos relacionamentos compartilhados gerados no ambiente de inovação; 41,3% indicaram aproximação com investidores e 30% afirmaram que houve geração de negócios e acesso a laboratórios de pesquisa; por fim, 28,8% indicaram aproximação com grandes de veículos de comunicação.

start-upA pesquisa avaliou ainda as atividades de comunicação e relacionamento da incubadora e o grau de importância da adoção de canais de comunicação para dar voz a opiniões das empresas, considerado importante para 88,8% dos entrevistados, bem como a iniciativa mais atuante dos líderes. “A gestão mais participativa permite que os profissionais de comunicação atuem de maneira mais ativa nas decisões das organizações e adotem práticas comunicacionais simétricas, que são capazes de estimular processos colaborativos, ao contrário da gestão mais autoritária”. O Brasil ainda precisa avançar e investir mais na área da inovação, dada a falta de incentivo em projetos. Dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp,  revelam que em 2011 o Brasil ficou em 37ª lugar no Índice de Competitividade da instituição (IC-Fiesp), enquanto que México apareceu em 34º lugar, com 2 8,3 pontos e Tailândia, em 35º lugar, com 26,3 pontos. Os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar na classificação.

Esses resultados mostram que os agentes governamentais devem aumentar o incentivo à inovação para promover o desenvolvimento socioeconômico e aumentar consequentemente a competitividade do Brasil e demais regiões. “Para apoiar uma cultura de inovação, é preciso adotar políticas de comunicação que estimulem os relacionamentos colaborativos”, explica Leila Gasparindo, sócio fundadora da Trama Comunicação e especialista em comunicação organizacional.

Serviço: VII Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas
Quando:
 até 17 de maio, das 09h às 12h.
Local: Universidade Católica de Brasília (DF).
Mais informações: http://abrapcorp2013.com

Sobre as autoras
Maria Aparecida Ferrari: Mestre e doutora pela ECA/USP e docente e pesquisadora dos Programas de Pós-Graduação e Graduação da mesma instituição. Diretora editorial da Abrapcorp. Co-autora das obras, Relações Públicas: teoria, contexto e relacionamentos, com James E. Grunig e Fábio França, 2ª. edição 2011; Relaciones Públicas: naturaleza, función y gestión en las organizaciones contemporáneas, 2011 e Gestión de Relaciones Públicas para el éxito de las organizaciones, 2012, ambas com Fábio França. É professora-visitante de várias universidades latino-americanas.

Leila Gasparindo: Especialista em Gestão de Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela ECA/USP e graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC-SP. Sócia-fundadora da Trama Comunicação e co-autora das obras  Marketing para Incubadoras: o que de bom está acontecendo, Anprotec: Sebrae, 2006 e Faces do Empreendorismo Inovador, Coleção Inova, Vol. III, do Sistema FIEP – Federação da Indústria do Paraná, 2008. Foi uma das fundadoras da Abracom.

 

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