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Em março, vendas no varejo variam – 0,1%

Em março, vendas no varejo variam – 0,1%

Vendas

Em março de 2013, o Comércio Varejista do País registrou queda de -0,1% no volume de vendas e alta de 0,8% na receita nominal, ambas as variações em relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente. Para o volume e receita de vendas, os resultados foram superiores aos do mês anterior. Quanto à média móvel, o volume de vendas não apresentou variação (0,0%), enquanto a receita cresceu 0,9%. Nas séries originais (sem ajuste), o volume de vendas do varejo nacional cresceu 4,5% sobre março do ano anterior, 3,5% no acumulado do trimestre e 6,8% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de 13,5%, 11,3% e de 11,7%, respectivamente (Tabelas 1 e 2).

Já o Comércio Varejista ampliado (varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) registrou, em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), altas de 0,2% para o volume de vendas e de 0,4% para a receita nominal. Em relação a março de 2012 (série sem ajuste sazonal), as variações foram de 3,0% para o volume de vendas e de 8,1% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses o setor cresceu 3,8% e 7,2% para o volume e 8,0% e 9,1% para a receita nominal de vendas, respectivamente. Mais detalhes sobre a pesquisa emhttp://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/comercio/pmc/ .

Nesse terceiro mês do ano, seis das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos para o volume de vendas com ajuste sazonal (Indicador mês/mês). Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram:Tecidos, vestuário e calçados (3,9%); Combustíveis e lubrificantes (2,4%); Veículos e motos, partes e peças(1,9%); Móveis e eletrodomésticos (0,7%); Material de construção (0,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,9%);Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,9%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação com -5,2% (Tabela 1).

Já em relação a março de 2012 (série sem ajuste), duas das oito atividades do varejo tiveram quedas no volume de vendas. Por ordem de importância no resultado global, as variações foram: 4,0% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 14,9% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 5,9% para Tecidos, vestuário e calçados; 3,6% para Combustíveis e lubrificantes; 4,7% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 3,9% em Livros, jornais, revistas e papelaria; -2,2% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos com -0,8%.

RESULTADOS SETORIAIS

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,com variação de 4,0% no volume de vendas em março, sobre igual mês do ano anterior, continua dando a principal contribuição à taxa global do varejo (47% – Tabela 3). Nesse início de ano, os preços da atividade têm tido um comportamento de alta muito acima da média1. No entanto, o desempenho da atividade foi beneficiado pela comemoração da Páscoa em março, uma vez que em 2012 o feriado foi celebrado em abril. Em termos acumulados, a taxa para os primeiros três meses do ano foi de 1,8/% e para os últimos 12 meses, de 6,1%.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, o segundo maior impacto sobre a taxa do varejo (31%), cresceu 14,9% no volume de vendas em relação a março de 2012. Neste segmento estão, entre outros setores, as lojas de departamentos, cujas vendas foram estimuladas pela Páscoa. Para o primeiro trimestre a variação acumulada foi de 11,8% e para os últimos 12 meses, de 9,9%.

Com o terceiro maior impacto na formação da taxa global (10%), o segmento de Tecidos, vestuário e calçadosobteve, em março, alta de 5,9% no volume de vendas, sobre março de 2012, e taxas acumulada no ano e nos últimos 12 meses de 4,0% e 4,1%, respectivamente. Cabe lembrar que em março foi lançada a coleção outono-inverno, havendo, por conseguinte, a liquidação da coleção anterior.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes, com alta de 3,6% no volume de vendas em relação a março de 2012, deu este mês a quarta maior contribuição à taxa global do varejo (8%). Atribui-se este comportamento ao aumento moderado dos preços dos combustíveis (5,1% do item combustíveis no acumulado dos últimos 12 meses, contra 6,6% do índice geral, segundo o IPCA). As taxas acumuladas chegaram a 3,9% no ano e 7,1% nos últimos 12 meses.

Já Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pelo primeiro impacto negativo sobre a taxa global, obteve, em março, queda de -2,2% no volume de vendas sobre março de 2012 e taxa acumulada no ano de 3,6%, e nos últimos 12 meses, de 1,8%. Mesmo sem alta nos preços dos produtos do gênero (0,14% nos últimos 12 meses para microcomputador, no IPCA) e da crescente importância que a informática e a comunicação têm nos hábitos de consumo das famílias, percebe-se uma acomodação da demanda nos últimos meses.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com queda de -0,8% no volume de vendas, em relação a março do ano passado, exerceu o maior impacto negativo sobre a taxa do varejo. Os aumentos dos preços no setor2, resultado da atual política do governo de reposição gradual da alíquota de IPI para móveis e linha branca, que voltaria ao patamar original em julho de 2013, podem justificar esse resultado. O aumento da alíquota a partir de fevereiro, provavelmente repercutiu em março, por conta dos estoques. No acumulado do trimestre a taxa foi de 1,5% e nos últimos 12 meses, de 8,6%.

No Varejo Ampliado, Veículos, motos, partes e peças teve a primeira alta do ano: 1,9%

O volume de vendas de Veículos, motos, partes e peças cresceu 1,9% em relação a fevereiro, sendo o primeiro resultado positivo do ano nesse tipo de comparação. Em relação a março do ano anterior, houve alta de 1,2%. As variações acumuladas foram: 4,0% no trimestre e 8,0% nos últimos 12 meses. O comportamento do segmento se deve à política do IPI do governo, cujos preços permanecem em patamares baixos (-3,2% no subitem automóvel novo versus 6,6% da inflação média, segundo o IPCA).

Quanto a Material de construção, as variações para o volume de vendas foram de 0,7% sobre o mês anterior, de -0,1% em relação a março de 2012 e de 5,0% e 6,1% nos acumulados do trimestre e dos últimos 12 meses, respectivamente.

O volume de vendas cresceu em 25 das 27 Unidades da Federação

Das vinte e sete Unidades da Federação, 25 apresentaram resultados positivos na comparação entre março de 2013 e março de 2012, no que se refere ao volume de vendas. Os destaques foram: Mato Grosso do Sul (12,3%); Rio Grande do Norte (10,7%); Paraíba (10,6%); Rondônia (9,1%) e Roraima (7,8%) – Gráfico 5. Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista, se sobressaíram, pela ordem: São Paulo (4,8%); Rio de Janeiro (7,2%); Rio Grande do Sul (5,9%); Paraná (5,5%) e Mato Grosso do Sul (12,3%).

Em relação ao varejo ampliado, vinte e duas Unidades da Federação tiveram variações positivas. As maiores taxas de desempenho no volume de vendas foram verificadas em Rio Grande do Norte (13,2%); Mato Grosso do Sul (11,2%); Acre (11,2%); Rondônia (9,9%) e Goiás (9,1%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (3,2%); Rio de Janeiro (5,9%); Paraná (7,3%); Rio Grande do Sul (6,0%) e Goiás (9,1%).

Ainda por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal, para o volume de vendas, apontam vinte Estados com resultados positivos na comparação mês/mês anterior. As maiores variações foram: Piauí (3,4%); Paraíba (2,5%); Sergipe (2,5%); Pernambuco (2,4%) e Roraima com 2,2%.

RESULTADOS TRIMESTRAIS

Em termos trimestrais, os números apontam para uma piora no ritmo de crescimento do volume de vendas doVarejo, com a taxa reduzindo-se de 7,3% para 3,5% na passagem do quarto trimestre de 2012 para o primeiro trimestre de 2013. No Comércio varejista ampliado também houve uma piora, pois, no mesmo período, a taxa de variação passou de 8,6% para 3,8% (Tabela 4, em anexo).

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1 Variação de 15,2% nos últimos 12 meses para o grupo Alimentação no domicílio, contra um Índice Geral de preços de 6,6%, conforme o IPCA do IBGE.

2 Variação nos últimos 12 meses nos itens: aparelhos eletroeletrônicos (0,5%) e mobiliário (5,6%), segundo o IPCA do IBGE.

Comunicação Social
15 de maio de 2013

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