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Em junho, IPCA-15 fica em 0,38% e IPCA-E em 1,36%

IPCAEm junho, IPCA-15 fica em 0,38% e IPCA-E em 1,36%

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,38% em junho e ficou abaixo do IPCA-15 de maio, cuja taxa foi 0,46%. Com isto, a variação do IPCA-E (acumulado do IPCA-15) ficou em 1,36%, acima do mesmo trimestre de 2012 (1,12%), e fechou o primeiro semestre de 2013 com 3,45%, bem acima da taxa de 2,58% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,67%, situando-se acima dos 6,46% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2012 a taxa havia ficado em 0,18%.

Remédios e os alimentos foram os principais responsáveis pela desaceleração do IPCA-15 de maio para junho. Com 0,65%, após terem aumentado 2,94% em maio, os remédios, refletindo reajuste vigente desde 4 de abril, completaram alta de 4,85% neste primeiro semestre do ano. Influenciado por eles, Saúde e Cuidados Pessoais saiu de 1,30% para 0,72%. Mesmo em forte desaceleração, foi o grupo da Saúde que registrou o mais alto resultado do mês, junto com Vestuário, ambos com 0,72%. Nos alimentos o aumento nos preços em junho ficou em 0,27% ante 0,47% em maio, e o semestre fechou em 6,49%. Encontra-se, a seguir, tabela com os resultados dos grupos de produtos e serviços pesquisados.

No grupo Alimentação e Bebidas, grande parte dos itens passou a custar menos de maio para junho, com destaque para o açaí (-12,43%), cebola (-6,01%), tomate (-5,02%), óleo de soja (-3,69%), frango inteiro(-3,45%), farinha de mandioca (-3,41%), hortaliças (-3,35%) e pescados (-2,70%).

Mas foi com a gasolina (-0,93% em junho contra -0,36% em maio) e com o etanol (-4,40% contra aumento de 0,38% em maio) que se registrou o mais expressivo impacto para baixo, com -0,04 ponto percentual cada. Mesmo assim, a variação do grupo dos Transportes subiu de -0,03% em maio para 0,10% em junho. Isto se deve, principalmente, às tarifas dos ônibus urbanos, que, liderando os maiores impactos de junho, com 0,05 ponto percentual, tiveram aumento de 1,83%, ao passo que em maio haviam apresentado queda de -0,43%. Além disso, houve pressão dos aumentos nas passagens aéreas (de -3,41% em maio para 6,68% em junho) e nas tarifas dos ônibus intermunicipais (de zero para 0,81%).

Ainda no sentido de contribuir para a desaceleração do IPCA-15 de maio para junho, itens importantes no orçamento das famílias subiram bem menos de um mês para o outro. É o caso do item empregado doméstico (de 0,76% para 0,50%), mão-de-obra para pequenos reparos (de 1,93% para 0,36%) e artigos de limpeza (de 1,27% para 0,21%).

Por outro lado, ocorreu aumento em itens que também exercem influência significativa nos orçamentos, com destaque para o mobiliário (de 0,27% em maio para 1,25% em junho), taxa de água e esgoto (de 0,90% para 1,21%), artigos de higiene pessoal (de 0,36% para 1,01%), tv, som e informática (de –0,92% para 0,71%) e consertos (de –0,45% para 0,75%).

Dentre os índices regionais, o maior foi o do Rio de Janeiro (0,72%), sob influência das tarifas dos ônibus urbanos, cuja variação apropriada foi de 3,27% em razão do reajuste de 7,20% em vigor a partir de 1º de junho. O menor índice foi o de Belém, que apresentou queda de 0,25% e onde os alimentos também registraram queda (-1,18%). A seguir, a tabela com os resultados por região.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de maio a 13 de junho e comparados com aqueles vigentes de 13 de abril a 14 de maio. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.

 

Comunicação Social
21 de junho de 2013

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